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31.10.2005 2:34 PM

Depois Ronaldo e Sessé, capitão Kirmayr chama agora o torcedor de Goiás para apoiar o Brasil

Jânio José da Silva

"Quero ver as quadras de Brasília cheias de torcedores. Espero no meio do público a presença de muitos goianos torcendo pela nossa equipe. Afinal, vocês de Goiás têm dois representantes na Copa Davis e isso não ocorre todo dia." O apelo é do capitão do Brasil, Carlos Alberto Kirmayr, de 53 anos, que tem a missão de preparar, em menos de uma semana, quatro jovens tenistas que representarão o Brasil na repescagem do Zonal Americano da principal competição de tênis entre países.

A repescagem será disputada em Brasília (DF), de sexta-feira a domingo, quando a equipe brasileira terá pela frente a do Peru, considerada bem mais experiente. O adversário tem como destaque Luís Horna, 34º no ranking mundial. O perdedor do confronto cairá à 3ª Divisão da Copa Davis.

Entre os dois convocados por Kirmayr, estão o goianiense Ronaldo Carvalho, de 25 anos, e o anapolino Alessandro Camarço, de 22 anos - os outros dois são os paulistas Gabriel Pitta e Leonardo Kirche. Pela proximidade de Goiás com Brasília, Kirmayr acredita que muitos goianos estarão presente nos jogos. "Quem sabe uma companhia de turismo, empresários e voluntários possam organizar uma viagem para ver os garotos daí em ação", sugere o capitão do Brasil na Copa Davis e o principal tenista do País nos anos 70 e 80.

Confiança
Segundo ele, a convocação de Ronaldo e Alessandro, o Sessé, além da dupla paulista, foi pelo critério de ranqueamento e aceitação deles para a difícil missão de disputar a repescagem da Davis. "Eles aceitaram a responsabilidade e têm a nossa total confiança", disse Kirmayr. Ronaldo é o 11º no ranking brasileiro e 439º na ATP e Sessé o 14º no País e 541º na ATP. Dos dois, Kirmayr afirmou que conhece um pouco mais o tênis de Sessé.

Na fase de preparação, de segunda a quinta-feira, Kirmayr disse que vai trocar idéias e informações com os técnicos Ricardo Pereira e Adriano Ferreira, que estarão ao lado dele na Copa Davis. "Não tenho nada definido. Vou analisar o estilo e a condição de cada um. Joga quem estiver melhor física e tecnicamente no momento."

Consciente das dificuldades de passar pelo Peru, o capitão pretende jogar a responsabilidade dos resultados para o lado adversário. "Pode ser que a gente perca pela inexperiência. Mas os meninos precisam jogar soltos. Eles não terão nenhuma pressão da minha parte. São corajosos pelas circunstâncias e devem ser assim em quadra." O foco da preparação será o fator psicológico. "É o que pode ser feito agora."

Política
Sobre a negativa dos principais nomes do tênis brasileiro, como Guga, Flávio Saretta e André Sá de disputarem a Copa Davis como uma atitude de protesto contra a administração de Nelson Nastás à frente da presidência da CBT e os possíveis atos ilícitos do dirigente, Kirmayr entende ser essa uma decisão política dos tenistas.

"Eles (tenistas) tomaram uma decisão importante. Eu os respeito. Mas poderiam ter feito isso de outra forma. Quem sabe, entrando na quadra de preto ou com tarjas de protesto. Só que o tênis brasileiro não pode pagar um preço tão alto por isso", frisou o capitão e ex-tenista. "Já pensou se o Ronaldo, o Romário e o Cafu recusassem uma convocação só porque discordam do Ricardo Teixeira (presidente da CBF)?"

Fonte: O Popular

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