Centro de Excelência em Tênis
 
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31.10.2005 2:34 PM

A história de uma lenda: CARLOS DAYRELL

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P.: Dr. Carlos: Conte-nos um pouco sobre o senhor.

Após exercer, durante 7 anos, 1 mês e 3 dias, os cargos de Promotor de Justiça da Comarca de Morrinhos e Juiz de Direito das Comarcas de Boa Vista do Tocantins, hoje Tocantinópolis e Caldas Novas, transferi-me para Goiânia para exercer, a partir de 17 de maio de 1944, o cargo de Juiz Corregedor, desempenhando cumulativamente, por 4 anos e 10 meses, as funções de Juiz Eleitoral da 2ª Zona, sediada no bairro de Campinas, e, por 2 anos, a de Juiz do Tribunal Regional Eleitoral.

De 1º de novembro de 1945 a 18 de fevereiro de 1946, quando da permanência do Des. Eládio de Amorim, Presidente do Tribunal de Justiça, na interventuria Federal neste Estado, ocupei em comissão o cargo de Secretário de Governo.

Nomeado, por decreto de 22 de agosto de 1952, para o cargo de Juiz, posteriormente designado Ministro e depois Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, lugar reservado a MM. Juiz de Direito da mais elevada entrância, assumi o exercício de 1º de setembro de 1952, nele permanecendo até 28 de abril de 1983.

Exerci, por mais de 30 anos, o cargo de Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás, a princípio em caráter interino e depois por decreto de 29 de abril de 1958, vitaliciamente, em decorrência de concurso de provas e títulos, defesa de tese inclusive, a que me submeti.

A 28 de abril de 1983, fui aposentado nos dois cargos referidos, por implemento de idade.

P.: Quando foi que o senhor se mudou para a cidade de Goiânia?

Resido em Goiânia desde maio de 1944, a princípio, por alguns meses, no Grande Hotel, situado na Avenida Goiás esquina com a Rua 03, depois em casa alugada, situada nas proximidades do Ateneu D. Bosco e, posteriormente na casa por mim mandada construir no quarteirão da Rua 03 situada entre o Grupo Escolar Modelo e a Alameda dos Buritis.

No Setor Oeste, que ai se iniciava, hoje um dos mais importantes de Goiânia, nenhuma casa havia ainda sido construída.

P.: Como foi que se iniciou no tênis?

Desportista que sempre fui, alegrava-me presenciar, do alpendre de minha casa, as atividades dos jogadores de basquete e de tênis no Jóquei Clube, cuja área de sua sede se estendia da Avenida Anhanguera ao quarteirão da Rua 03, em que se situava a casa que passei a residir.

Deliberei então, dedicar-me à prática do tênis, adquirindo, para tanto o necessário: raquete, bolas e um livro de regras, valendo-me de um paredão construído com esse objetivo ao lado de uma das quadras.

Meses depois, troquei o paredão pela quadra.

P.: E como era o tênis?

Lembro-me ainda hoje, com saudades, das disputas, de simples e de duplas, em que me empenhei durante vários anos, ao lado de amigos muito estimados, e o reflexo em minha memória do tempo decorrido impede-me de lembrar o nome de todos eles, entre os quais se incluíam as irmãs Cecília, Vicentina e Tainá Carvelo, Jussara e Jurema Marques, Heli Mesquita, Valdo Teixeira, Vila, Edgar Magalhães, José Viana, Getulio Varanda; Arédio Marinho.

Tornando-me sócio do Country Clube, inclui-me entre os que, de 1963 a 1988, praticavam o tênis em suas quadras. Lembro-me com saudades, dos amigos, que foram tantos e tão estimados, com os quais me reunia especialmente nas manhãs dos sábados e dos domingos.

P.: Quais eram seus amigos?

Embora correndo o risco de não me recordar dos nomes de todos, alguns já falecidos, explicável nesta altura de minha vida e do tempo decorrido, posso afirmar que entre eles sei que se incluem: Renato Rodrigues da Cunha; Bento Odilon Moreira; José Hermano Sobrinho; Heli Mesquita; Edgar Magalhães; Ary Alencastro Veiga; Ermano Capeli; Walter Frota; Lino Consorte; Buchner Sampaio; Silvio Terra; Sebastião Marques; Manoel Marine; Amadeu Letiere; Carlos Chaer; José Luiz Curado; Edgar Santana; Sérgio Ferreira dos Santos; Mucio Borges; Carlos Leolpoldo Dayrell; Carlos Macedo; Mário Roberto Dayrell; Álvaro Falanque; Caios Lucilliuns de Castro; LibertinoCamelo; Jomar Datmoro; Vicente Braga; Nelson Barreto; Luiz Antônio Coutinho; Rui Pacheco e Marco Antônio Geda.

P.: Como foi o início do tênis em Goiás?

Eram poucos os praticantes, tinha 02 quadras no Jóquei Clube de saibro, nós nos encontrávamos nas manhas de sábado e domingos, às vezes às tardes também, organizávamos os torneios em conjunto, simples e de dupla.

P.: Onde foi construída a 1ª quadra de tênis naquela época?

No Jóquei Clube, onde foi realizado também o1º torneio.

P.: E quais os melhores tenistas na sua opinião?

Heli Mesquita e Valdo Teixeira , ambos já falecidos.

P.: Que tipo de roupa usava?

Nós só usávamos roupa da cor branca nas partidas de tênis, não havia roupas coloridas.

P.: O senhor chegou a pensar em se profissionalizar no tênis?

Na época, ainda não era profissionalizado, havia apenas amadores. Era mais diversão, não havia tanta disputa como há hoje, tanto é, que aprendi a jogar tênis sozinho, no paredão, como vários outros.

Dr. Carlos Dayrell :

O tênis goiano se sente honrado e agradecido por ter na sua pessoa um dos maiores baluartes desse esporte em nosso Estado. A Federação Goiana Tênis ao se colocar à sua disposição e de toda sua família aproveita para manifestar-lhe nosso respeito, nossos votos de muita saúde, paz e que dentro de um futuro bem próximo o senhor possa nos dar a honra de inaugurar o nosso futuro Centro de Excelência que já se encontra em Construção na nossa Cidade.

Muito obrigado, Deus lhe guarde.

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