Centro de Excelência em Tênis
 
A F.G.T.
História
Cadastros
Inscrições Torneios
Pagar Anuidade
Ranking Goiano
Chaves
Professores
Clubes
Calendário
Links
Fale Conosco
 

31.10.2005 2:34 PM

Nastás considera adiar eleições e pode provocar novo boicote

Os postulantes ao comando da CBT (Confederação Brasileira de Tênis) poderão ter que conviver com Nelson Nastás na presidência da entidade por mais três meses além do final previsto de seu mandato.

Em entrevista à agência Folhapress , Nastás disse que o estatuto da CBT permite que as eleições sejam realizadas até o primeiro trimestre de 2005. Os grupos não-alinhados com a atual gestão dizem ignorar tal possibilidade e frisam que o pleito deve ocorrer até dezembro de 2004, quando se encerra o atual mandato.

Caso Nastás siga no poder em 2005, mesmo que apenas até março, o boicote à Copa Davis imposto neste ano pelos principais jogadores do Brasil -Gustavo Kuerten, Flávio Saretta, Ricardo Mello e André Sá- como protesto à atual gestão da CBT pode ser mantido também para o primeiro confronto da próxima temporada, contra a Colômbia, pelo grupo 2 da Zona Americana, entre 4 e 6 de março.

Em 2004, o país ficou sem seus nomes de peso nos embates com Paraguai, Venezuela e Peru. Depois de três derrotas, o Brasil acabou rebaixado para a terceira divisão da Davis.

De acordo com Nastás, o novo estatuto da CBT, que entrou em vigor no início de 2004, permitiria que o mandato da chapa fosse ampliado por noventa dias em caso de problemas de quórum na eleição. Desta forma, o atual presidente poderia permanecer no comando do tênis brasileiro até março de 2005.

O líder do Compromisso com o Tênis Brasileiro, José das Graças Lopes, criticou a declaração de Nastás, afirmando que o estatuto aceito pelas federações não prevê a extensão do mandato. "Isso é uma surpresa não só para mim, como para todas as entidades que represento", afirmou Lopes, que é também presidente da Federação de Tênis do Piauí.

"Estamos preparados para uma eleição em dezembro. Se isso não ocorrer, será um desrespeito muito grande ao tênis brasileiro", concluiu Lopes, cotado para ser vice-presidente na chapa encabeçada pelo empresário José Farani, dono da Academia de Tênis de Brasília, onde foram realizadas as partidas do confronto entre Brasil e Peru pela Copa Davis.

O dirigente criticou também a falta de transparência da CBT, que não disponibilizou cópias do estatuto aprovado em janeiro nem mesmo para todos os presidentes de federações.

"Isso deveria estar ao alcance de todos, pelo site da CBT. Mas, para conseguir ler o estatuto, eu tive que pedir para um colega de outra federação tirar uma cópia para mim", disse Lopes.

Para o presidente da Federação Catarinense de Tênis e líder do Movimento Tênis Brasil, Jorge Lacerda Rosa, a possibilidade da eleição ser adiada só aumenta a lista de erros cometidos por Nastás desde o início da crise. "A eleição será em dezembro, estamos nos preparando para isso", afirmou.

Lacerda não descarta, no entanto, o "golpe" de presidente da CBT. "Não faz sentido, mas tem tanta coisa que não faz sentido e mesmo assim acontece que é possível que ele (Nastás) consiga se safar com isso", disse.

Comunicar Erros
Enviar o link desta notícia por e-mail

Manutenção