31.10.2005 2:34 PM
Brasileiras querem aproveitar série de torneios no Brasil
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Campo Grande (MS) - Depois do início de uma série de torneios futures masculinos, que começou em agosto e só termina em novembro, chegou a vez de as mulheres aproveitarem a chance de marcar pontos no ranking mundial sem precisar sair do Brasil. Nesta segunda-feira, começa em Campo Grande o Pantanal Tennis Open, primeiro de três competições consecutivas com premiação de US$ 10 mil.
Na chave principal do evento, Marcela Evangelista e a bicampeã pan-americana, Joana Cortez, é a mais conhecida entre as meninas. Sem jogar desde julho, quando sofreu uma fratura na tíbia, em Campos do Jordão, Cortez joga em busca de reabilitação no ranking. "É uma chance rara que a gente tem de jogar torneios seguidos em casa", disse a tenista.
"Normalmente temos que ir para o leste europeu ou para outros países na América do Sul. Vai ser importante jogar bem, pegar ritmo de jogo e fazer pontos para voltar a subir no ranking", conta ela, que já chegou a ser a 120ª colocada no ranking mundial e que, atualmente, após seguidas lesões e falta de patrocínio, ocupa o 600º posto. Joana estréia contra outra brasileira, Nicole Buitoni.
As juvenis Fernanda Hermenegildo, Teliana Pereira e Lais Ogata, todas com 15 anos, encontram na série de torneios estímulo para sonhar com carreira no profissionalismo. "Quero aproveitar bem essa chance. Faz muita diferença jogar em casa", diz Pereira, que faz o primeiro jogo contra uma tenista vinda do qualifying. Hermenegildo também enfrenta jogadora do qualifying, enquanto Ogata encara a alemã Verena Beller.
Danilo Marcelino, organizador do future de Campo Grande, acredita que a região está carente de eventos deste nível. "Esses torneios servem para impulsionar as garotas que estão em fase de transição do juvenil para o profissionalismo e precisam marcar os primeiros pontos no ranking. Ficamos surpresos com o número de jogadoras estrangeiras que estão aqui. Isso mostra que faltam torneios na região."
No total, tenistas de 11 países estão disputando o Pantanal Tennis Open. Há inclusive uma jogadora da Rússia, de apenas 16 anos, Ekaterina Dranets, que veio acompanhada da mãe e do técnico para subir no ranking. As argentinas também estão em grande número. Ao todo, são sete na chave principal.
"Vim para jogar os três torneios e tomara que haja muito mais. Para nós é importante poder jogar perto de casa", conta Luciana Sarmenti, 18 anos. Depois do future de Campo Grande, que dá US$ 1,6 mil em prêmios à campeã e seis pontos no ranking mundial, as jogadoras competem em Goiânia e em Florianópolis, que abriga outro future, em novembro.
O Pantanal Tennis Open acontece até o dia 24 de outubro, nas quadras de saibro do Rádio Clube de Campo, com entrada gratuita. Depois do future feminino, os homens entram em ação em Campo Grande. No total, o evento distribui US$ 20 mil em prêmios e pontos nos rankings da WTA e ATP.
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