31.10.2005 2:34 PM
Do sonho à realidade
Máquinas iniciam construção do Centro de
Excelência, no Setor Jaó, ao lado do aeroporto
por Jânio José da Silva, de O Popular.
As máquinas começaram a dar forma àquele que promete ser uma referência em termos de estrutura e formação de atletas: o Centro de Excelência do Tênis, que está sendo construído numa área de aproximadamente 80 mil metros no Setor Jaó, perto do aeroporto. A 1ª etapa deve ficar pronta dentro de um ano.
Nesse período, a intenção dos idealizadores é construir 20 quadras de tênis - pisos rápido e de saibro -, além das obras de infra-estrutura (jardinagem, sistema elétrico/hidráulico, estacionamento etc) como contrapartida que o Governo do Estado exigiu da Federação Goiana de Tênis (FGT) ao ceder a área onde funcionará o Centro.
Pan-Americano
O orçamento da obra é de R$ 5 milhões. A intenção da FGT é conseguir parcerias para levar o projeto adiante, além de contar com receita de mensalidade dos usuários do local.
O projeto, não só em termos de estrutura, arquitetura e funcionamento, é ambicioso. Personalidades ligadas ao tênis já pensam mais alto e trabalham politicamente para a concretização de um outro projeto ambicioso.
"Queremos trazer para Goiás as disputas de tênis dos Jogos Pan-Americanos de 2007 [a competição será no Rio de Janeiro]. Já estamos trabalhando essa idéia, pois acreditamos que vários esportes do Pan serão disputados em outras cidades", revelou o presidente da FGT, Luís Silva. Segundo ele, as grandes competições esportivas, como Olimpíadas e Copas do Mundo, caminham para a descentralização.
O dirigente cita como exemplo os Jogos Olímpicos de Atenas, que tiveram outras cidades gregas sediando vários esportes. "Até a última Copa foi realizada em dois países (Japão e Coréia do Sul). Por que não o Pan/2007 não seguir a mesma orientação?", indaga o presidente da FGT.
Apoio político
Os primeiros contatos nesse sentido foram feitos no mês passado em Brasília (DF) com o secretário nacional de Esportes de Alto Rendimento, André Arantes, e também com o ministro do Esporte, Agnelo Queiroz.
A idéia foi repassada ainda ao governador Marconi Perillo e será apresentada ao futuro prefeito de Goiânia. Competições como um Aberto do Brasil e até a Copa Davis são sonhos dos projetistas do Centro.
César Silva, um dos responsáveis pelo acompanhamento das obras e dos contatos políticos, explicou que duas razões movem a idéia de trazer o tênis do Pan para Goiânia: o custo alto das quadras temporárias que seriam construídas no Rio e a criação de um novo pólo de tênis através de um espaço público - no caso, o Centro de Excelência de Tênis.
"Há algum tempo, fizeram uma experiência com quadras temporárias em Salvador (BA). Hoje, as quadras estão praticamente abandonadas", lembrou César Silva. Para ele, o custo de edificação de uma quadra temporária, das que serão feitas no Rio, é praticamente o mesmo das do Centro de Excelência do Tênis de Goiânia. Além disso, na opinião dele e de outros dirigentes, o tênis não desfruta de tanto apelo popular na capital fluminense.
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