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31.10.2005 2:34 PM

A C.B.T. tem novo presidente

Os presidentes das federações estaduais rejeitaram nesta sexta-feira, as contas da CBT (Confederação Brasileiro de Tênis), apresentadas em assembléia extraordinária convocada para as 09:00 horas pelo interventor da entidade, Sérgio Opréa de Carvalho.

Ainda nesta sexta, às 14:00 horas, foi realizada a eleição do novo presidente da confederação. O escolhido foi o ex-dirigente da Federação de Tênis de Santa Catarina, Jorge Lacerda Rosa, com uma vantagem de 15 a 9.

Pela primeira vez em 12 anos, a CBT realiza uma eleição democrática, participativa e transparente. Os trabalhos transcorreram em calma e dentro da normalidade, sob o comando do interventor.

Saiba mais:

Nelson Nastás, que ocupava o cargo, foi afastado por determinação da justiça por causa do atraso no pagamento de FGTS e obrigações com a Previdência Social.

As contas foram apresentadas pelo consultor contábil da CBT, Cláudio Damasceno, mas acabaram rejeitadas por unanimidade. O administrador provisório contratou uma auditoria independente, que também encontrou irregularidades nos documentos.

Damasceno justificou os problemas com as notas e duplicatas apresentadas mais de uma vez, que levaram o TCU a recomendar que o repasse de verbas do COB para a entidade fossem suspensas, alegando que a contabilidade "não percebeu" a duplicidade dos documentos.

O consultou também confirmou que os valores referentes ao pagamento de FGTS e Previdência Social, descontados nos salários dos empregados, estava em atraso, ou seja, não foi recolhido aos cofres públicos.

As contas de 2004 não foram apresentadas. De acordo com o consultor, os documentos do período estão todos com o ex-presidente Nastás, afastado do cargo desde terça-feira, dia 7.

Afastamento
A destituição do dirigente ocorreu graças a uma liminar pedida pela Federação Brasiliense de Tênis, deferida pelo juiz federal Eduardo Rocha Cubas, da 17ª Vara do Distrito Federal.

O presidente afastado é acusado de desvio de verbas públicas pelo Tribunal de Contas da União. Segundo a denúncia, o presidente da CBT e o superintendente-técnico, Carlos Alberto Martelotte, devem devolver cerca de R$ 113 mil aos cofres da União.

 

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