Centro de Excelência em Tênis
 
A F.G.T.
História
Cadastros
Inscrições Torneios
Pagar Anuidade
Ranking Goiano
Chaves
Professores
Clubes
Calendário
Links
Fale Conosco
 

31.10.2005 2:34 PM

Cimentando o caminho de volta

(Especial Copa Davis)

Artur Salles Lisboa de Oliveira - Revista Digital www.raciociniocritico.com

É hora de erguer a cabeça e vislumbrar conquistas futuras. Copa Davis, para a equipe brasileira, só em Abril de 2007, uma vez que por termos vencido o Zonal Americano 1 estamos automaticamente dispensados da rodada inicial que ocorre em Fevereiro. Como cabeça-de-chave podemos enfrentar Peru, Canadá, Colômbia ou Venezuela, sendo que pela regra da alternância já temos a certeza que perante tais adversários o confronto será em casa. Mais uma vez os comandados de Fernando Meligeni terão o apoio irrestrito da torcida brasileira em local ainda indefinido.

Avaliando o material humano que Meligeni tem em mãos, creio que a escalação é óbvia: Flávio Saretta tem sua posição assegurada nos jogos de simples; Guga, diante da fragilidade do campineiro Ricardo Melo, terá sua vaga nas simples mesmo se não estiver 100% recuperado em Abril; e André Sá continuará prestando bom serviço nos jogos de duplas. Seu parceiro nas duplas deverá ser o gaúcho Marco Daniel. Com esse time, que é o melhor que temos hoje, podemos vislumbrar um confronto razoavelmente equilibrado com qualquer potência mundial. O time está fechado e caso todas as "peças" citadas se mostrem capacitadas física e tecnicamente dificilmente ocorrerão mudanças.

O confronto em Belo Horizonte reforçou algumas desconfianças dos torcedores. Primeiro, que de fato o que impede o tenista de Americana, Flávio Saretta, de deslanchar no circuito mundial é o aspecto psicológico. Quando na companhia do técnico e amigo Fernando Meligeni, de Gustavo Kuerten e dos outros atletas brasileiros, Saretta demonstra uma garra e determinação que dificilmente se vê quando o paulista está participando de competições no exterior. A segunda constatação é o quanto o tenis do esforçado campineiro Ricardo Mello é limitado diante de tenistas mais expressivos. Por fim, durante o confronto entre Brasil e Suécia ficou comprovado que ainda pecamos no quesito organização. Uma lona que deveria chegar ao EXPOMINAS para proteger o piso da tempestade que assolou Belo Horizonte durante a semana da realização do evento acabou tendo como destino um outro clube localizado no outro lado da capital mineira. Erro imperdoável sanado pelo trabalho descomunal dos trabalhadores responsáveis pela manutenção do saibro.

Fernando Meligeni tem os atletas na mão. Carismático e um motivador natural, o técnico da equipe da Davis tem um material humano capaz de, tranqüilamente, alcançar a repescagem do Grupo Mundial em 2007. A dificuldade será vencer alguma potência mundial como Suécia, Espanha e Suíça, citando alguns dos times que escaparam da "degola" esse ano. A tarefa é árdua e, com certeza, em dado momento, teremos que derrotar uma grande equipe para retornar à Divisão de Elite do tenis mundial. Infelizmente, os atletas têm prazos de validade e, portanto, caso assistamos ainda com Guga em ação o retorno brasileiro ao Grupo Mundial, após sua aposentadoria quem serão os responsáveis pela manutenção da equipe na principal categoria? Saretta e André Sá já estão, digamos, "encaminhados" em termos de idade. Não há, exceto os citados, nenhum tenista no Brasil com nível técnico e experiência em Davis para sustentar a equipe no topo. Recordemos do boicote à gestão do senhor Nástas. Quando pusemos tenistas secundários nacionalmente fomos parar no Zonal Americano II.

O planejamento não deve se limitar apenas à obtenção de uma conquista - no caso o retorno ao Grupo Mundial -, mas sobretudo à construção das condições necessárias para a manutenção dessa situação. Estamos envolvidos e apaixonados pela possibilidade de retorno ao grupo principal - sem pensar que não temos como sustentar esse quadro caso venhamos a conquistá-lo.

A Federação Goiana de Tênis tomou a liberdade de publicar o texto acima, extraído do site www.raciociniocritico.com e de autoria de Arthur S. de Oliveira, para complementar (sem querer alterar seu conteúdo) a seguinte observação: a única forma de sustentar qualquer conquista é providenciar, com urgência, uma escola de criação, fomento e manutenção de talentos, tal como o Centro de Excelência do Tênis. Alí serão dadas as condições ideais para o desenvolvimento de atletas, atualização de performance, superação de índices e quebra de paradigmas solidificados no pensamento e na imagem da sociedade: o de que o tênis é um esporte elitista.

É possível criar um espaço, de significação e abrangência nacionais, voltado para o desenvolvimento do tênis brasileiro e com reflexo altamente positivo para o atleta nacional, em toda a América do Sul.

É preciso acreditar que isso é possível. É preciso participar conseguindo recursos de qualquer espécie para tornar o que já está nos primórdios de sua existência em um Centro atuante e moderno.

 

Comunicar Erros
Enviar o link desta notícia por e-mail

Manutenção