31.10.2005 2:34 PM
Sul Americano de Tenis, 12 anos.
Foram seis dias de muito tênis, calor e chuva nas quadras do Country Club de Goiás, em Aparecida de Goiânia. O Campeonato Sul-Americano de Tênis, categoria 12 anos, reuniu a jovem elite do esporte entre os dias 15 e 20 de outubro. Cada um dos dez países que disputaram o torneio trouxeram, em suas equipes, os três melhores atletas dos rankings nacionais nos naipes masculino e feminino.
Os tenistas brasileiros não brigaram por medalhas na final do Campeonato Sul-Americano de Tênis, realizada neste sábado (20/10), mas encerram a participação no torneio com vitórias. O trio feminino, formado por Leciane Silva, Beatriz Maia e Jordana Perez, garantiu a 5ª colocação ao bater o Chile. E os meninos Rafael Matos, Antonin Haddad e Lorenzo Tagliari ficaram com o 7º lugar após vencer o Paraguai.
Quem comemorou o título da edição 2007 do Sul-Americano foram os peruanos, que bateram o Chile na final masculina, e a Argentina, campeã no feminino, após duelo ponto-a-ponto contra a Venezuela. "Foi um sacrifício estar aqui. Somos da província peruana de Piura. Foram 16 horas de viagem até Lima. De lá fomos de avião até São Paulo e depois até Goiânia. Mas valeu a pena", desabafou Jorge Brian, pai do tenista Jorge Pantan, nº 1 do país na categoria 12 anos e que abriu a vitória do Peru sobre o Chile.
Mesmo diante do favoritismo do Chile, que chegou invicto à decisão, os peruanos fecharam em 3x0 o confronto final do Sul-Americano. "Ano passado, fomos vice-campeões e este ano conseguimos vencer. O Chile foi o adversário mais difícil, mas vencemos", disse Pantan. O jovem tenista, fã de Roger Federer, já treina há 5 anos e está em seu 2º torneio internacional. Sobre o futuro, ele já tem resposta certa: "continuar jogando tênis".
Na disputa feminina, jogo acirrado entre Argentina e Venezuela. As venezuelanas sairam na frente com a vitória de Carmem Blanco sobre Carla Avella por 6/4, 2/6 e 7/5. Na sequência, Constanza Vega, de virada, empatou para a Argentina ao bater Gabriella Santis por 4/6, 6/2 e 6/2. A decisão ficou para a partida de duplas e as argentinas não deram chances para a Venezuela fechando o confronto em 6/4 e 6/1.
Brasil - Após ficarem fora da briga por medalhas na derrotada diante da Venezela, na sexta-feira (19/10), as meninas do Brasil foram à luta contra o Chile pelo 5º lugar. Leciane Silva (1º do ranking) encarou Mararena Olivares e perdeu por 6/0 e 6/4. "Estava desconcentrada. Foram quase duas horas de jogo. Ficamos muito nos 40 iguais e errei nos pontos decisivos", contou Leciane.
Na segunda partida, a paulista Beatriz Maia (2º do ranking) buscou o empate contra Dalal Chahuán e venceu fácil por 6/1 e 6/4. Na partida de duplas, o capitão CLóvis Bueno escalou Beatriz e Jordana Perez (3º do ranking). A dupla entrou confiante e alternou bem as bolas de fundo com Beatriz e os voleios de Jordana para fechar o jogo em duplo 6/1 e garantir o 5º lugar geral, mesma colocação obtida pelo Brasil no Sul-Americano de 2006.
"Foi meu primeiro torneio internacional. Valeu competir com as meninas de outros países e melhorar meu jogo. Peguei mais confiança durante as partidas", comentou Jordana. A tenista, goiana de Jataí, mora e treina atualmente em Santa Catarina. "Estou há cerca de dois meses no Instituto do Tênis. Semana que vem já jogo o circuito Credicard e o objetivo é melhor os resultados".
Raça - Rafael Matos, Antonin Hadda e Lorenzo Tagliari encararam o Paraguai na disputa pelo 7º lugar e venceram por 3x0. O gaúcho Rafael, 1º do ranking nacional, abriu o caminho para a vitória brasileira em um jogo muito disputado contra Jaime Galleguillos, parciais de 6/1, 2/6 e 6/4.
Na sequência, Lorenzo (3º do ranking) encarou Juan Aguayo e passou pelo adversário por 6/4 e 6/3. No jogo de duplas, Rafael e Antonin fecharam a série em 3x0 e confirmaram a 7ª posição para o Brasil. "Tínhamos jogo para chegar na briga pelo título. Bobeamos e a derrotada para a Colômbia, na segunda rodada, interferiu nos jogos contra o Chile e a Argentina depois. Mas foi uma boa experiência. É um estilo de jogo bem diferente, mais forte e com mais ritmo", comentou Antonin.
Para o capitão do time brasileiro, Eduardo Frick, a participação no Sul-Americano e o intercâmbio com outras escolas do tênis foram positivos. "Aproveitamos para observar os meninos e, principalmente, mostrar a eles o espírito de garra e vontade dos adversários, como os atletas da Colômbia, Chile e Argentina buscaram forças e se esforçaram para vencer. Talvez por uma questão cultura, nós, brasileiros, ainda não temos este espírito".
Em 2006, no Sul-Americano disputado no Paraguai, o Brasil ficou com a 3ª posição geral na disputa masculina. "O fato de termos dois atletas da equipe que são de primeiro ano, ou seja, jogam pela primeira vez na categoria 12 anos, a diferença física - idade e tamanho - interfere", aponto Frick.
Confira a classificação final do Sul-Americano de Tênis, categoria 12 anos:
Feminino
1º - Argentina
2º - Venezuela
3º - Bolívia
4º - Equador
5º - Brasil
6º - Chile
7º - Colômbia
8º - Peru
9º - Paraguai
10º - Uruguai
Masculino
1º - Peru
2º - Chile
3º - Argentina
4º - Equador
5º - Colômbia
6º - Venezuela
7º - Brasil
8º - Paraguai
9º - Bolívia
10º - Uruguai
fonte: e-esportes
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