31.10.2005 2:34 PM
Uma grande conquista do tênis brasileiro
Durante os 12 anos que a Confederação Brasileira de Tênis esteve sob o comando da ex-administração (Nelson Nastáz), o Brasil, embora tendo o nº 1 do ranking mundial – Guga – brilhando mundo afora, contraditoriamente teve um amargo retrocesso para o desenvolvimento do tênis brasileiro.
Já com a nossa vizinha Argentina correu o contrário. Ali, nossos amigos hermanos souberam muito melhor do que nós aproveitar a condição do nº 1 do mundo ser um Sul-Americano e tratou de construir vários centros públicos de treinamento, tanto na capital quanto no interior do país. O resultado aí está: nos últimos 8 anos a Argentina sempre contou com pelo menos 20 de seus tenistas entre os melhores 100 do mundo e com até 3 tenistas entre os 10 melhores do mundo. Na Europa pode-se afirmar, sem sombra de dúvida, que a Argentina é mais conhecida face a excelência de seus tenistas do que da própria seleção de futebol.
Na administração anterior não se realizava no Brasil sequer 6 torneios por ano na categoria iniciante, que são os denominados torneios “Futures” (torneios com premiação de até U$ 15.000,00 – , destinando U$ 1.200,00 ao campeão – e de 12 a 15 pontos ao campeão para o almejado ranking da ATP). Hoje, se realiza cerca de 30 desses mesmos torneios, tornando o Brasil o país da América Latina que mais torneios realiza nessa categoria, e o segundo de todas as Américas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
Para se ter uma idéia, os Estados Unidos realizaram 29 desses torneios em 2007, e o Brasil 25 (em Goiás foram realizados 3, sendo 2 na Pousada do Rio Quente e 1 um no Country Club de Goiás). A Argentina 18, o México 13, a Venezuela 10, o Chile 6 e o Canadá 2. É importante lembrar que o jovem tenista, ao encerrar sua carreira infanto-juvenil (18 anos) tem apenas 2 caminhos pela frente, quais sejam, ou pára de jogar ou tentará a vida profissional acima dos 18 anos.
Assim, a não realização de torneios da categoria de iniciantes (Futures) em nosso país sacrificou centenas e centenas de jovens promissores e talentosos que não possuíam recursos para tentar a vida profissional no exterior.
Passagens internacionais, hospedagens, inscrições nos torneios, etc, sempre carrearam para o jovem atleta uma pressão enorme no sentido de ganhar um jogo, especialmente porque quem está “bancando” essas despesas é a família do tenista, já que não existe patrocínio ou incentivo que possa dar suporte a esse volume de investimento. Aquí de Goiás, talentos reconhecidos nacionalmente como Leandro Eurico “laranja”, Fernando Araújo, Eustaquinho, Pedro Paulo Gedda, Sessé, Jovita, entre tantos outros tiveram que praticamente abandonar a carreira por falta de torneios básicos em nosso país.
Tudo isso adicionando o fato de que esse mesmo atleta, se conseguir apoio da família e poder viajar, terá que se inscrever em um torneio “future” e aguardar uma vaga para disputar primeiramente o torneio qualificatório, o chamado “quali” com outros 64 tenistas e, depois dessa pré-disputa somente 4 deles é que conquistarão a vaga para a chave principal. Aí então é que jogarão o torneio propriamente dito com mais outros 60 inscritos e já pontuados na ATP. Depois de tudo isso, se ganhar sua primeira partida na chave principal, conquistará 1(um) único ponto no ranking da ATP. Apenas para se ter uma idéia, o campeão de um Grande Slam marca 1.000 pontos. O finalista, 700. O semi-finalista, 450. E por ganhar uma única partida no qualificatório de um Grande Slam, como Roland Garros, 4 pontos são ganhos. Já na categoria iniciante, Future, apenas um ponto pela primeira partida e, se campeão, 12 pontos.
Por tudo isso, pode-se dizer que a administração atual da Confederação Brasileira de Tênis, na pessoa de seu presidente, Jorge Lacerda da Rosa, dá um salto enorme para o desenvolvimento verdadeiro deste esporte no país, conquistando o patrocínio dos Correios.
A Federação Goiana de Tênis, na pessoa de seu vice-presidente, Dr. Itamar de Lima, e de seus dirigentes, Walter Pfrimer e Eduardo Manuel, prestigiaram com suas presenças este histórico acontecimento.
Na foto, o presidente dos correios, Jorge Lacerda, Itamar de Lima, Walter Pfrimer, Eduardo Manuel e o ministro Costa, quando da assinatura do convênio, no valor de XXXX ontem, 17/06, na sede dos Correios e Telégrafos, em Brasília – DF.
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