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O
que é Tennis Elbow?
É uma inflamação dos tendões de alguns músculos
responsáveis pela extensão do punho e dos dedos. Estes
músculos se inserem em uma região do úmero (osso
do braço) chamada Epicôndilo Lateral, por isso também
é chamada de Epicondilite Lateral. Esta inflamação
é muito freqüente em tenistas, então foi chamada
pelos médicos de Tennis Elbow (cotovelo de tenista). Os músculos
envolvidos na maioria dos casos de Tennis Elbow são:
· Músculo extensor radial curto do carpo (punho)
· Músculo extensor dos dedos

Figura
1 - Músculos responsáveis pela extensão do punho
e dos dedos.
Quais
são os Sintomas?
Além de dores localizadas no cotovelo,
o tenista sente dores quando ocorrem os seguintes
movimentos:
· extensão do punho (Figura 2)
· supinação do antebraço
(Figura 3)
· pronação do antebraço
(Figura 3)

Figura 2 - Movimento de
extensão do punho.
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Figura 3 - Movimento de
pronação e supinação
do antebraço.
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O
início da dor pode ser repentina ou gradual,
podendo também propagar-se para o antebraço.
O golpe mais doloroso do Tênis para quem
sofre de Tennis Elbow, normalmente é
o Backhand (esquerda). Em certos casos, a dor
é tão intensa que o braço
não pode ser usado para tarefas cotidianas
simples como dirigir, pegar objetos, escovar
os dentes, etc..
Ocorrência.
A maior ocorrência de Tennis Elbow é
encontrada em grupos de tenistas da faixa etária
entre 35 e 50 anos. Sabe-se que tenistas profissionais
apresentam uma menor incidência de Tennis
Elbow se comparado a tenistas amadores, porém
sofrem mais de Epicondilite Medial. Um estudo
feito com 2.633 tenistas, mostrou que 31 % destes
já sofreram de Tennis Elbow.
Fatores
que podem aumentar a probabilidade de Tennis
Elbow:
· Falhas na mecânica (movimento)
dos golpes, principalmente executar movimentos
com rápidas desacelerações;
· Vibrações transmitidas
para o cotovelo através do conjunto raquete/corda/bola;
· Idade;
· Freqüência e intensidade
de Jogo;
· Deficiência de força e
flexibilidade nos músculos extensores
do punho e dos dedos.
Tratamento
Geralmente o tratamento do Tennis Elbow consiste
em: repouso, calor, massagem, antiinflamatório,
aplicação de gelo após
o jogo e uso de uma faixa ao redor do cotovelo.
Exercícios de reabilitação
são iniciados assim que os sintomas começam
a diminuir. O objetivo a partir de então
é desenvolver a força, a resistência
e a flexibilidade do grupo muscular extensor.
Equipamento
Quais as características de raquetes
e cordas que podem ajudar a minimizar as vibrações
e consequentemente a sobrecarga sobre o cotovelo
de um tenista que sofre de Tennis Elbow?
1)
Tamanho da Cabeça da Raquete: Mid-size
ou Over-size?
De um modo geral, quanto maior a cabeça
da raquete, maior o "Sweet Spot",
área onde as vibrações
transmitidas para o cotovelo são mínimas
e a bola é rebatida com maior potência.
Resposta: Prefira as raquetes Over-size, pois
estas provavelmente terão um maior "Sweet
Spot", então a raquete lançará
mais facilmente a bola, sobrecarregando menos
o braço; além de transmitir menos
vibrações para o cotovelo.
2)
Flexibilidade da Raquete: Flexível ou
Rígida?
As raquetes mais rígidas proporcionam
maior potência ao golpe. Quando ocorre
o contato raquete-bola, a cabeça da raquete
deforma consideravelmente. O tempo que a raquete
leva para deformar e voltar à posição
inicial é de aproximadamente 15 ms (milisegundos).
Este tempo é maior que o tempo de contato
entre a bola e a raquete (entre 4 e 6 ms). Portanto,
no caso de uma raquete flexível, antes
que ela volte à posição
inicial, a bola já não está
mais em contato com as cordas, e então
boa parte desta energia é perdida.
Resposta: As raquetes rígidas, normalmente
de perfil largo (grossas), otimizam a transferência
de energia da raquete para a bola, diminuindo
a necessidade de grandes contrações
musculares, principalmente dos músculos
afetados pelo Tennis Elbow.
3)
Comprimento da Raquete: "Normal" ou
"Stretch"?
Nos últimos anos, foram lançadas
no mercado raquetes até 2 polegadas mais
compridas que as convencionais, as chamadas
"Stretch" ou "Long-body":
·
Convencional - 27 polegadas (68.6 cm)
· "Stretch" - 28 polegadas
(71,1 cm)
· "Super Stretch" - 29 polegadas
(73.7 cm)
Usando
uma raquete mais longa, o tenista melhora ligeiramente
o alcance em relação à
bola, principalmente durante o saque; onde o
tenista aumenta a altura de contato raquete-bola,
diminuindo o risco da bola tocar na rede. Isto
aumenta a potência do saque pois o tenista
pode correr maiores riscos. Por outro lado,
o aumento da potência também aumenta
a sobrecarga sobre o cotovelo, o que não
seria interessante para pessoas que sofrem de
Tennis Elbow.
Além disso, raquetes mais longas diminuem
um componente muito importante do Tênis:
a maneabilidade da raquete (playability).
Resposta: Tenistas que sofrem de Tennis Elbow
devem optar por raquetes de tamanho convencional
(27 polegadas).
4)
Peso da Raquete: Leve ou Pesada?
Atualmente, o peso de uma raquete varia entre
275 e 360 gramas. O peso da raquete e a velocidade
da cabeça da raquete são os principais
fatores que determinam a velocidade da bola.
Apesar de ser mais dispendioso para o braço
gerar velocidade com uma raquete mais pesada,
as vibrações transmitidas para
o cotovelo são menores se comparadas
a uma raquete mais leve. Quanto maior o peso
da raquete, maior é sua capacidade de
absorver as vibrações. Uma raquete
mais pesada também promove melhor controle,
já que esta diminui os movimentos entre
o cabo da raquete e a mão.
Resposta: Raquetes mais pesadas, até
aproximadamente 360 gramas, poderão minimizar
as vibrações geradas pelo sistema
raquete/corda/bola, melhorando ou evitando o
Tennis Elbow.
5)
Balanço da Raquete: Peso no Cabo, Peso
na Cabeça ou Peso Distribuído?
O balanço da raquete depende da distribuição
de peso através da raquete. O "balance
point" ou centro de gravidade é
o ponto onde a raquete permanece em balanço
quando colocada em apoio e existem 3 tipos de
raquetes quanto à distribuição
de peso:
· Peso concentrado no cabo (comercialmente
conhecida como "Pro-Staff")
· Peso concentrado na cabeça (comercialmente
conhecida como "Hammer")
· Peso distribuído (comercialmente
conhecida como "Even Balance")
Com
uma raquete "Pro-staff", o tenista
tem a sensação da raquete ser
mais leve, se comparada a uma "Hammer",
mesmo que as duas tenham o mesmo peso total.
Isto torna uma "Pro-staff" mais fácil
de ser manuseada, pois o peso concentrado mais
próximo ao cabo aumenta a sensação
de controle da raquete.
Resposta: Com uma raquete do tipo "Pro-staff",
o tenista tem maior facilidade de manuseá-la,
sobrecarregando menos o cotovelo.
6)
Tamanho do Cabo: Fino ou Grosso?
Os cabos das raquetes utilizadas por adultos,
normalmente variam entre o número 2 e
o número 5. Este número indica
a medida da circunferência do cabo em
polegadas:
N° 2 - 4 1/4 polegadas
N° 3 - 4 3/8 polegadas
N° 4 - 4 1/2 polegadas
N° 5 - 4 5/8 polegadas
Os cabos muito finos ou muito grossos podem
causar problemas no cotovelo. Em ambos os casos,
o tenista precisa apertar muito o cabo para
evitar que este escorregue de sua mão
no momento do contato raquete-bola. Quando a
raquete é segurada fortemente no momento
do impacto, porém não em excesso,
a magnitude de vibração da raquete
é diminuída, portanto transmite
menor vibração ao braço.
Estudos através do potencial de ação
muscular (Eletromiografia), mostraram que os
músculos extensores do punho e dos dedos
sofrem menos as vibrações quando
o tenista utiliza um número de cabo o
mais grosso possível, desde que seja
confortável.
Resposta: Para reduzir as chances da raquete
girar em sua mão e causar ou agravar
o Tennis Elbow, além de utilizar um cabo
o mais grosso possível, ainda é
recomendado o uso de algum revestimento que
aumente o atrito entre a mão e o cabo,
um "Over-grip" , por exemplo, conhecido
no mercado por "Tourna-grip".
7)
Material de Revestimento do Cabo: Couro ou Sintético?
Algumas raquetes ainda possuem o revestimento
do cabo em couro. Atualmente a maioria dos materiais
utilizados em revestimento de cabos são
sintéticos, sendo a borracha o mais comum
entre eles. Alguns desses materiais são
bastante porosos e podem absorver bem a umidade
originada pelo suor da mão. Existe um
revestimento acolchoado, conhecido no mercado
com o nome de "Cushion Grip", que
pode reduzir boa parte das vibrações
da raquete.
Resposta: Prefira revestimentos de cabo acolchoados.
Ainda assim é recomendado utilizar um
"Over-grip", em cima do "Cushion
Grip".
8)
Material da Corda: Sintética ou Tripa
Natural?
No passado, todas as raquetes eram encordoadas
com cordas produzidas a partir do intestino
de animais como carneiro e boi, as chamadas
cordas de tripa, conhecidas atualmente no mercado
como "Natural Gut". São cordas
de custo muito alto, devido ao seu complexo
processo de fabricação e possuem
pouca durabilidade, sendo muito sensíveis
à umidade. Porém suas vantagens
são enormes: maior controle da bola,
maior sensibilidade do golpe e ligeiro aumento
na potência imprimida na bola se comparada
às cordas sintéticas. Além
disso, possuem boa elasticidade e absorvem melhor
as vibrações geradas pelos golpes.
Por esses motivos, a maioria dos profissionais
de alto nível utilizam este tipo de corda.
Resposta: As cordas de tripa natural são
recomendadas para tenistas que sofrem de Tennis
Elbow, devido principalmente à sua característica
de maior elasticidade.
9)
Diâmetro das Cordas: Fina ou Grossa?
O diâmetro de uma corda, também
conhecido como "Bitola", é
medido em "Gauges". Quanto maior o
número, mais fina é a corda. Estes
números, normalmente variam entre 15
e 18.
A vantagem das cordas mais grossas é
a durabilidade. Cordas mais finas, no entanto,
são mais elásticas e portanto
possuem uma maior capacidade de absorver as
vibrações.
Resposta: Utilize cordas mais finas, que apesar
da menor durabilidade, seu cotovelo sofrerá
menos com as vibrações.
10) Tensão da Corda: Alta ou Baixa?
Altas tensões nas cordas fazem com que
as cordas deformem menos se comparadas às
cordas sob baixas tensões, e isso significa
menor potência transferida para a bola.
Reduzindo as tensões das cordas, a carga
sobre o cotovelo também é reduzida,
pois será necessário menos esforço
para golpear a bola.
Cordas com baixas tensões, aumentam o
tempo de contato raquete-bola, e assim as vibrações
surgidas através do contato são
distribuídas, também sobrecarregando
menos o cotovelo.
Resposta: Portanto, pessoas que sofrem de Tennis
Elbow devem optar por encordoar suas raquetes
com a menor tensão possível, porém
não menos que 40 libras, o que implicaria
em perda de Energia devido ao excessivo movimento
das cordas.
Observação
Final
A questão do uso de anti-vibradores ainda
é muito controversa. Poucos estudos foram
realizados a fim de verificar os efeitos do
anti-vibrador junto à diminuição
das vibrações transmitidas ao
cotovelo. Alguns estudos condenam sua eficiência
a partir do fato de ser impossível um
anti-vibrador que pesa entre 1 e 2 gramas influenciar
significamente nas vibrações de
uma raquete que pesa entre 275 e 360 gramas.
Por outro lado, é muito provável
que o uso deste equipamento não seja
prejudicial para tenistas que sofrem de Tennis
Elbow, portanto seu uso é recomendado,
podendo auxiliar em outros aspectos, como na
diminuição do barulho produzido
pelo contato raquete-bola, por exemplo.
Bibliografia:
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of Pennsylvania Press, Philadelphia, 1.989.
GROPPEL, J.L.; SHIN I.; THOMAS J.A; WELK, G.J.
The effects of string type and tension on impact
in midsized and oversized tennis racquets. The
international Journal of Sports Biomechanics,
3, 40-46, 1987.
HATZE H. Forces and duration of impact and grip
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and Science in Sports, 5, 88-95, 1976
PLUIM B.M. Rackets, strings and balls in relation
to tennis elbow. In: HAAKE S.J., COE A. (eds.)
Tennis Science & Technology. Oxford, London,
Edinburgh, Malden, Victoria, Paris, Blackwell
Science Ltd., pp. 389-393, 2.000.
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